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Thaís de Campos encara a passagem do tempo: ‘Envelhecer é preciso’ (O Globo)

19 Jan 2015 por Redação em Ta na mídia

No ar em “Boogie Oogie”, Thaís de Campos costuma ser abordada nas ruas para comentar um trabalho realizado há 20 anos: a novela “A viagem”. Em reprise no Viva, a trama marcou a carreira da atriz, que hoje tem 50 anos e não vê problema algum em falar do passado.

As pessoas percebem que o tempo passou. Não dá para ter o corpinho daquela época. Mas essa relação que o ator tem com o ego não é muito presente em mim. Envelhecer é preciso. Tenho orgulho de dizer a minha idade — conta Thaís.

Agora, a atriz faz parte de uma história que retrata os costumes do passado. Ela interpreta Célia na trama escrita por Rui Vilhena para o horário das 18h da Globo, ambientada em 1978. Para fazer a dona de casa da novela ela abriu mão da vaidade e grava com pouca maquiagem.

— O Ricardo Waddington (diretor-geral e de núcleo do folhetim) não gosta de maquiagem. Isis Valverde e Bianca Bin, por exemplo, não usam nada. Só as mais velhas que aplicam BB cream (creme que uniformiza o tom da pele). Hoje, as câmeras HD mostram tudo. O resultado de cara limpa fica mais natural — avalia a atriz, que é a favor do botox usado de forma “comedida”.

Em “Boogie Oogie”, Célia é casada com o machista Artur (Gustavo Trestini). A personagem terá uma virada na história ao ser demitida da Vip Turismo por Fernando (Marco Ricca), depois de uma armação do marido. Ao ser convidada para trabalhar com Gilda (Letícia Spiller), ela se tornará concorrente de sua ex-agência.

— A relação do casal ficará um caos. No fundo, Artur não conseguiu suportar o fato de a Célia ter um cargo maior que o dele na empresa. E ela começará a mostrar que não é submissa, vai à luta. É uma personagem que traz conflitos da época, como a mulher que desejava trabalhar fora — analisa.

Apesar de os tempos serem outros, Thaís conta que muitas mulheres se identificam com o drama de Célia, que passou a ganhar mais do que o marido.

— Comentam comigo: “Esse marido careca é um horror” ou “Não sei como ela pode suportar isso”. Hoje, as mulheres dividem as responsabilidades de casa com os homens, mas ainda existe um machismo oculto em relação a salários, por exemplo

Com mais de 30 anos de televisão, Thaís já esteve em novelas como “Elas por elas” (1982), “Bambolê” (1987), “Tieta” (1989) e “Mulheres de areia” (1993). Ela morou por quase oito anos em Portugal, entre 2000 e 2008. Lá, ministrou cursos de interpretação. Foi em Lisboa que a atriz se tornou amiga do autor de “Boogie Oogie” e desenvolveu com ele trabalhos para o canal SIC. O convite de Vilhena para trabalhar na atual trama das 18h foi motivo de comemoração para Thaís.

— Todo ator quer um bom texto para falar. E eu estou muito feliz com a novela. Pego um capítulo já querendo saber o que vai acontecer no próximo — diz a atriz, que mais recentemente esteve em “Fina estampa” (2011) e “Malhação” (2012).

Mãe de Clara, 17, e Carolina, 10, ela conta que a filha mais velha quer seguir seus passos:

— Ela está fazendo aulas na escola do Wolf Maya e se descobrindo. E ainda canta lindamente. Dou a maior força, o ator sempre tem coisas a aprender.

(Texto publicado na Revista da TV de O Globo)

 

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