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Não seja um Cibersolitário

04 Aug 2016 por Miriam Cecilia Lopes de Divitiis em Relacionamento

Tenho certeza de que você pelo menos uma vez presenciou esta cena: uma família reunida em um restaurante, todos interagindo, porém com o seu celular. Talvez um troque mensagem com o outro.

É a chamada solidão acompanhada. Eles estão juntos, mas separados. Estão próximos, porém distantes.

Não se quer aqui demonizar os avanços tecnológicos. A Internet e os smartphones revolucionaram nossa sociedade. O que se quer é sugerir uma reflexão.

Aristóteles disse: “O homem é, por natureza, um animal social”. Ele estava certo. Viver nada mais é do que uma experiência social. E é desta experiência que muitas vezes nos “escondemos”, através de nossa vida virtual, mesmo quando temos interesse nas pessoas, e acabamos externando por uma mensagem eletrônica.

Temos que admitir que nossos relacionamentos virtuais podem minar nossos relacionamentos pessoais. As redes sociais nos proporcionam um certo conforto social, quiçá uma segurança pessoal, emocional. Seja pela sensação de estar sempre presente ou pela possibilidade de expor suas ideias e opiniões sem um confronto direto.

Mas qual é a sua sensação depois de horas, dias ou, ao final de uma semana, onde grande parte do seu tempo você esteve conectado?

Você se sente solitário?

Se sua resposta foi sim, surge mais uma pergunta: você sabe o que a solidão pode fazer com seu organismo?

Um trabalho publicado recentemente no jornal científico Heart, da Sociedade Cardiovascular Britânica, pesquisou e compilou dados sobre solidão.

O resultado: o impacto negativo da solidão é quase igual às consequências da depressão. E mais: pessoas solitárias têm 29% mais de chance de enfartar e 32% de sofrer um derrame.

Os estudos também indicam que a pessoa solitária se sente irritada, tem dificuldade para dormir e se concentrar, preocupa-se exageradamente com situações simples do dia a dia, sofre de disfunções cardiovasculares e tem imunidade baixa.

Mas a solidão também tem seu lado positivo. É uma grande oportunidade para o diálogo interno, a reflexão e a investigação de nós mesmos.

Mas como se disse no início deste artigo, o objetivo aqui é refletir. Assim, se agora você chegou à conclusão de que está vivendo mais na vida virtual do que na real, e que talvez isto não esteja sendo um comportamento saudável física e emocionalmente, não se desespere. Pegue seu celular e ligue para uma amiga ou amigo. Marque um encontro, para um café, por exemplo, e dê chance para o encontro pessoal, para o cara a cara, o olho no olho. Porque nesta vida não há nada que substitua uma deliciosa conversa. E se estiver acompanhada de um cafezinho, não tem preço, não é mesmo?

“A felicidade está nos mais simples dos gestos” (Lorde Byron, poeta romântico inglês).

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ESCRITO POR

Miriam Cecilia Lopes de Divitiis

Miriam Cecilia Lopes De Divitiis DE DIVITIIS - Sociedade de Advogados www.divitiis.adv.br 55 11 5573-9555

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