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Desapego não é fácil!

26 Jun 2015 por Gustavo Boog em Aposentadoria

O Google torna obsoletas muitas formas tradicionais de agir. Antigamente eu mantinha relatórios, artigos de jornal, questionários etc. catalogados por assunto, uma grande quantidade de caixas para consultas e referências para os nossos projetos. E durante muitos anos elas foram extremamente úteis. Com a disponibilidade instantânea de informações que o Google oferece, a utilização deste material caiu em desuso. Mas as caixas continuavam lá, no alto de um armário.

Até que um dia decidi que já era chegado o momento de livrar-me delas. Mas antes de jogar tudo fora, decidi dar uma olhada, que levou muitas horas, para ver se não estava jogando fora coisas úteis. Aí vem a famosa frase: pode ser que um dia vou precisar disto! Ou, ao folhear materiais de trabalho, vinham lembranças do andamento de cada projeto. Uma verdadeira viagem ao passado. Mas, corajosamente, decidi que qualquer coisa que não tivesse sido útil e consultado nos últimos cinco anos, seria enviada ao lixo.

E assim fiz, sendo que mais de 99,5% do material foi descartado. Mas, ao passar os olhos em tantos projetos realizados, em tantos relatórios e diagnósticos escritos, tantas entrevistas, tanta gente interessante, em tantas soluções que foram encontradas, mais lembranças vieram à tona, fortes e vigorosas. Mas mantive-me firme na decisão: vai para o lixo! Pensei: tantas ideias boas aqui registradas, tantas coisas que poderiam servir a novos clientes… resisto e penso: está na hora de deixar este material e entrar em novas ideias e projetos.

E assim fiz. O material está pronto para ser destruído, e um novo pensamento veio: como é difícil o desapegar-se, pelo menos para mim. Se queremos algo novo, temos que nos livrar dos “entulhos” que carregamos. Que queremos caminhar mais leves, temos de jogar fora as pedras de nossas mochilas. Falar é fácil, mas na hora de fazer não é tão fácil, pois pensamos que aqueles referenciais antigos poderão nos fazer falta. As escolhas precisam ser feitas.

Eu mantenho guardados muitos pequenos e grandes troféus e lembranças de minha vida, que tem um grande fator sentimental para mim. Mas, será que para outras pessoas terão o mesmo valor? Creio que não, mesmo se estas pessoas sejam nossos cônjuges, filhos ou netos. O mais provável, é que na hora em que não estivermos mais aqui, tudo isso seja descartado. Então, porque não fazer isso você mesmo?

É um processo doloroso, mas que vale a pena, ficar livre da “tranqueiras” que levamos dentro e fora de nós. Acho que o que aconteceu comigo com esses arquivos obsoletos, vale para tudo na vida. Guarde só o essencial e viva mais leve!

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ESCRITO POR

Gustavo Boog

Gustavo é escritor e coach, apoia pessoas, idosas ou não, a tomarem decisões para serem mais plenas, terem clareza de objetivos e de significados de vida. Conduz palestras e workshops sobre temas comportamentais, criou o grupo “Mais Velhos, Mais Sábios” no Facebook. É escritor de mais de 20 livros e E-Books sobre desenvolvimento pessoal e organizacional. Fones: (11) 5183-5187 ou 5183-5096 Celular: (11) 99137-7691

Perfil do Autor
COMMENTS
  1. jlescrit@terra.com.br'

    JOAO LUIZ LOUREIRO DE MELLO

    BOM DIA, PAZ E BEM!!! GOSTARIA DE SABER DO GRUPO “MAIS VELHOS, MAIS SÁBIOS”!!! COMO FAÇO PARA PARTICIPAR!!! ATT. GRATO JOAO LUIZ

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