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Calvície sem segredos

14 Jan 2015 por Redação em Vaidade

A calvície é um problema que afeta especialmente os homens. De todas as idades e, mais frequentemente, no envelhecimento. Isso se deve ao fato de a testosterona, hormônio sexual masculino, ser o maior responsável pela queda do cabelo. Embora as mulheres também produzam testosterona, nelas a quantidade é muito menor.

Mas seja homem ou mulher, prevenir é o melhor remédio.

Ao atingir a raiz do cabelo, a testosterona sofre a ação de uma enzima fazendo surgir substâncias que reduzem a velocidade de multiplicação das células da raiz ou até mesmo provocar a morte delas. O resultado é que o cabelo fica mais fino e seu crescimento mais vagaroso.

Em resumo: a raiz do cabelo, ou bulbo capilar, localiza-se num meio bioquímico nutritivo para que as células se multipliquem e formem uma haste que vai aumentando de tamanho. Essas células vão se renovando de baixo para cima e morrem na ponta do fio. Os cabelos, depois de certo tempo, caem e são substituídos por outros, num processo de renovação permanente. Nos casos de calvície, porém, há uma atrofia dos bulbos capilares e não crescem novos fios.

Mulheres carecas?

Na maioria dos casos, a calvície feminina está associada a distúrbios hormonais – ovários policísticos, hipo ou hiper tireoidismo. A esses quadros somam-se causas genéticas, conhecidas como androgenéticas, que afetam 25% da população feminina, segundo Luciano Barsanti, diretor médico do Instituto do Cabelo (SP), presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia (ciência que estuda o cabelo), autor do livro Dr. Cabelo (Editora Elevação). “Esse tipo de alopecia vem aumentando cada vez mais, devido a fatores desencadeantes como estresse, ansiedade, depressão e carências nutricionais”, diz o especialista.

“Atribuo essa maior incidência à tensão emocional a que estão expostas as mulheres no momento. Por mecanismos diversos, entre eles o hormonal, o aumento da oleosidade favorece a queda dos cabelos nas pessoas muito tensas e ansiosas”, diz o Dr. Luiz Carlos Cuce, médico e professor de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).  Ele lembra que a queda capilar era menor nas mulheres quando elas viviam mais tranquilas em casa, desobrigadas de assumir encargos de trabalho dentro e fora do lar. “Hoje, o papel que a mulher desempenha na sociedade tornou-a mais susceptível ao estresse e à ansiedade e perder cabelos virou realidade também para elas”, analisa.

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Também podem colaborar de forma decisiva as agressões químicas ou físicas ao couro cabeludo e aos fios, entre elas as tintas em excesso e os alisamentos mal realizados ou muito frequentes, e até mesmo o uso abusivo do secador de cabelo, que esquenta os fios e maltrata o couro.

O alisamento, especialmente o do tipo japonês que emprega calor, tração e substâncias químicas, provoca queda capilar. A escova quente, se feita todos os dias, também é prejudicial. Isso para não falar de outros produtos, como tinturas, fixadores, laquês e condicionadores. Às vezes, ocorrem verdadeiros contrassensos: as mulheres lavam os cabelos para retirar o excesso de gordura e em seguida passam uma substância oleosa para desembaraçá-los melhor.

A queda acentuada de cabelos pode ocorrer em outras situações, como em dietas alimentares radicais, sem equilíbrio de nutrientes. Afinal, cabelos sadios dependem de proteínas, vitaminas (especialmente complexo B), ferro, cálcio, magnésio e outros sais minerais. “Outro fator que pesa é o padrão estético associado à mulher muito magra, um palito. Para atingir esse ideal, muitas fazem regimes por conta própria ou seguem as orientações de vizinhas, sem respeitar uma dieta balanceada prescrita por especialistas. Isso leva à carência nutritiva e à anemia que provocam enfraquecimento e queda dos cabelos,” diz Cuce.

Mas a calvície feminina é reversível, explica Barsanti. E é possível preveni-la.

O melhor é sempre usar produtos certificados, observar qualquer sinal de queda e procurar um especialista quando isso ocorrer. É recomendável ainda proteger os cabelos do sol intenso – basta um boné ou chapéu -, manter os fios hidratados e não abusar de procedimentos agressivos.

O mesmo não se pode dizer em relação aos homens. Há tratamentos, mas com menor eficácia. Na maior parte das vezes, as drogas por vias orais recompõem no máximo 30% do que foi perdido.

Outra opção para quem não gosta da careca é o implante, que pode ser feito em homens e mulheres. Entre os procedimentos estéticos, implantar cabelos é o que mais cresce na população masculina. Não é para menos: venceu-se o preconceito, o custo caiu e as técnicas estão cada vez melhores.

PS: Importante destacar que em casos de quedas totais provocadas por tratamentos quimioterápicos, a capacidade de recuperação capilar é de 100%.

(Fontes: Sociedade Brasileira de Tricologia, livro Dr.Cabelo (Editora Elevação), site do Dr. Drauzio Varella)

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Redação

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