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As formas de lidar com dinheiro

05 Aug 2015 por Gustavo Boog em Aposentadoria

Somos seres espirituais e materiais ao mesmo tempo. O dinheiro faz parte de nossa vida e aprender a lidar bem com ele é uma necessidade.Todos nós precisamos de um equilíbrio entre o que damos e o que recebemos, e isto, é claro, também inclui o dinheiro.

Ora somos compradores, ora vendedores, de bens, de serviços, de ideias. Nenhuma relação se mantém ao longo de tempo se não houver equilíbrio entre o dar e o receber, e este equilíbrio é atingido com a negociação. Quando compro, quero ter o máximo de vantagens e pagar o mínimo possível. Quando vendo, a posição se inverte. É claro, dentro de limites razoáveis.

Há as pessoas que dão muito, que precisam ser “boazinhas” todo o tempo e têm a necessidade de agradar e serem reconhecidas sempre.Têm dificuldades em receber, criando um desequilíbrio. Estas pessoas facilmente são vítimas de abusos de pessoas que se aproveitam delas. As relações precisam ser maduras e equilibradas. Permitir trocas desequilibradas infantiliza as partes, condenando-as a serem eternas crianças.

Um bom começo para lidar bem com dinheiro é aprender os diversos tipos de transações que podem acontecer com ele, e cada uma leva a comportamentos e consequências diferentes. A falta de clareza desta classificação costuma ser a origem de muitos conflitos entre as pessoas.

O dinheiro pode ser:

  • Doação: é um dinheiro sem retorno, dado a uma causa meritória ou a alguém necessitado sem possibilidades de devolução. O retorno de uma doação é o agradecimento, o sentimento de contribuir para o bem estar de alguém ou para o progresso de uma causa.Muitas vezes o doador prefere o anonimato. Não confundir dinheiro de doação com esmola, que coloca quem recebe numa posição de inferioridade.
  • Investimento: é um dinheiro “aplicado” do qual se espera um retorno. Pode ser uma aplicação num bem imóvel, num carro, em eletrodomésticos, ou umaaplicação financeira. O retorno vem na forma de satisfação ou de juros. As condições desta aplicação devem ficar previamente definidas. Todo investimento tem um certo grau de risco, por exemplo compra-se uma casa na expectativa de valorização e isto pode não acontecer. Investe-se num banco e depois pode acontecer a falência, e perde-se todo o dinheiro investido. Ou o retorno é muito superior ao esperado.
  • Empréstimo: é um tipo de dinheiro para apoiar alguém em dificuldades, ou para equilibrar um fluxo de caixa ou ainda apoiar um investimento. Pode ser um empréstimo de curto ou longo prazo, a as condições e prazo de devolução também devem ser precisamente estabelecidas. Muitas amizades se perdem com dinheiro emprestado a parentes ou amigos, um prazo do tipo “quando puder me devolva”, e a pessoa abusa e não devolve nunca.
  • Fiança: é uma garantia que alguém com posses ou patrimônio dá, por exemplo, num contrato de aluguel. Se o locatário não pagar seus compromissos, o fiador arca com o prejuízo.
  • Troca: é a forma mais comum, em que eu dou meu tempo e experiência à uma organização e recebo em troca salário e benefícios, ou eu pago por um aparelho ou serviço que recebo em troca de meu dinheiro, ou ainda vou à feira, compro legumes e frutas em troca do dinheiro. A gorjeta, que no meu entender deveria sempre ser opcional, é um pagamento após um serviço ser muito bem prestado, por exemplo, por um garçom.
  • Corrupção: é um tipo de investimento fraudulento, onde alguém paga a outro para ter vantagens indevidas ou ter algum tipo de preferência, como furar uma fila ou passar um dinheiro ao garçom em uma festa de casamento para ter um atendimento prioritário, sem falar nas grandes corrupções que acontecem no meio político e empresarial.
  • Escambo: apesar de não envolver dinheiro, é uma troca de produtos ou serviços, tendo a dificuldade em quantificar os termos da troca: troco uma galinha por 5kg de farinha: é uma troca justa?

Sempre que você der ou receber dinheiro, tenha clareza de qual é o tipo de transação. Assim evitará problemas e mal entendidos.

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ESCRITO POR

Gustavo Boog

Gustavo é escritor e coach, apoia pessoas, idosas ou não, a tomarem decisões para serem mais plenas, terem clareza de objetivos e de significados de vida. Conduz palestras e workshops sobre temas comportamentais, criou o grupo “Mais Velhos, Mais Sábios” no Facebook. É escritor de mais de 20 livros e E-Books sobre desenvolvimento pessoal e organizacional. Fones: (11) 5183-5187 ou 5183-5096 Celular: (11) 99137-7691

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