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Aos 78, manicure cria empresa de esmaltes a partir de misturas

11 Jan 2015 por Redação em Negócios

Quem ia fazer as unhas com Maria Helena Soares, 80 anos, em um salão no bairro paulistano de Higienópolis podia pedir a ela esmaltes com cores que não estavam expostas. Com 40 anos de experiência como manicure, a profissional conseguia combinar os tons e transformá-los em algo único. “Eu ia atrás de cores diferentes, fazia misturinhas que davam certo”, diz ela, que combinava até oito tonalidades em suas criações.

O sucesso era tanto que, para o aniversário do salão em 2009, Maria Helena criou 40 cores diferentes a partir de misturas. O sucesso da experiência foi tamanho que não sobraram vidrinhos de esmalte.

A manicure tinha certeza do potencial de suas criações. Faltava convencer a filha da dona do salão, Ruchelle Crepaldi, 28 anos, a ajudá-la na empreitada.

“Em um dia, tivemos 18 encomendas. Comprei os vidrinhos e vendemos tudo”, diz Ruchelle.

Formada a parceria, Maria Helena ficou com a criação das cores e das fórmulas, que, segundo ela, duram mais nas mãos das clientes. Ruchelle trata da operação, como o design da embalagem, o certificado na Anvisa e a distribuição.

Em 2012, estava criada a Maria Helena Misturinhas Limitadas, com esmaltes de secagem rápida, boa cobertura, alta durabilidade e tiragem limitada. Os produtos não possuem toxinas como DBP, tolueno e formaldeído, que são substituídas por resina natural.

Além disso, a marca tem a proposta de reduzir o impacto ao meio ambiente. Os pontos de venda contam com caixas de descarte, que seguem para uma empresa autorizada pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista) para processamento. A cada cinco embalagens vazias devolvidas, a cliente recebe um novo esmalte.

As coleções são inspiração de Maria Helena e levam nomes como Estação Antártica, Torcida Brasileira e Tardes Exóticas. A mais recente, Madame Butterfly, tem cinco tonalidades e é inspirada na “sensibilidade da gueixa”.

“Nunca é tarde para criar”, diz Maria Helena, que não pensa em parar. “Estou sempre pesquisando cores novas.”

*Este texto faz parte do projeto Geração Experiência, que tem como objetivo mostrar histórias de pessoas com mais de 60 anos que são inspiração para outras de qualquer idade. (Fonte: Qsocial

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